segunda-feira, 17 de julho de 2017

XXXIV Encontro da Aldraba – “De Tondela ao Caramulo - as gentes, os ofícios e as memórias”, 29/30.7.2017















No último fim-de-semana deste mês de julho, dias 29 e 30 próximos, a ALDRABA vai estar no concelho de Tondela, distrito de Viseu, para contactarmos com o património popular, com as belezas naturais e com o associativismo local, realidades muito ricas que esperam por nós.

Todos os associados, familiares e amigos são convidados a juntarem-se a nós nesta jornada de conhecimento e convívio.

ponto de encontro, às 11.00 horas da manhã de sábado, dia 29.7, será em frente à Igreja Matriz de Tondela.

Aos participantes que saiam da Grande Lisboa, sugere-se como percurso a autoestrada A1 até Coimbra, e depois o IP3 de Coimbra até Tondela, viagem com uma duração estimada de 3 horas. Recomenda-se que, por razões de economia e de convívio, se agrupem em 4/5 pessoas por veículo. Os que estejam sozinhos, manifestem-no quando contactarem a nossa organização, para podermos providenciar boleias. As deslocações no interior do concelho de Tondela serão feitas, em princípio, num veículo que o Município nos irá disponibilizar. 

Depois de uma breve visita ao centro de Tondela e do almoço, iremos durante a tarde de sábado ao Museu da Terra de Besteiros, à fábrica e aos armazéns de uma olaria do barro negro de Molelos, e à oficina do linho em Castelões.

O almoço de sábado será na ACERT - Associação Cultural e Recreativa de Tondela. Trata-se de uma interessante coletividade, em que um grupo de teatro gerou e suporta a atual associação, que promove espetáculos  e dá formação artística. 

Ao fim da tarde de sábado, deslocamo-nos até à AFERT - Associação Folclórica e Recreativa do Tourigo, coletividade popular presidida pelo nosso amigo Márcio, que nos vai receber e acompanhar durante o jantar (na própria associação) e o convívio que se seguirá.

O alojamento na noite de sábado para domingo - sem prejuízo de soluções individuais que alguns participantes queiram tratar diretamente - será, em princípio, num estabelecimento hoteleiro do concelho que o Município de Tondela está a procurar persuadir a praticar um preço moderado.

A manhã de domingo, 30.7, será passada no Caramulo, onde visitaremos os Museus de Arte, do Automóvel e do Brinquedo, e mais tarde uma incursão pelo património sanatorial.

Após o almoço de cabrito em restaurante cujas referências estão a ser acertadas, teremos à tarde um passeio automóvel por zonas naturais do concelho de grande beleza.

Prevê-se o fim do Encontro pelas 17.30/18 horas.

Os associados e amigos que desejem participar neste XXXIV Encontro devem inscrever-se até 4ª feira, 26.7.2017, para os e-mails da Aldraba, do Luís Maçarico ou do Albano Ginja (aldraba@gmail.comlmacarico@gmail.com ou albanoginja@hotmail.com), ou para os telefones destes últimos (967187654 ou 914773956).

JAF

sábado, 24 de junho de 2017

“Tradição e sabedoria” : Fazer o diabo a quatro
















Significado: Quando alguém faz uma grande quantidade ou tropelias ou provocou inúmeros desacatos de vária ordem.

Origem: Provém da época medieval francesa e da expressão “faire le diable à quatre”, onde em espetáculos teatrais entravam em cena o Diabo Lúcifer e três diabos, seus ajudantes, provocando enorme algarraza e confusão.


Cafés Chave d’Ouro

quinta-feira, 15 de junho de 2017

A procissão do Corpo de Deus em Almada
















O nosso amigo Alexandre Flores publicou hoje na sua página do Facebook um interessante texto histórico, que aqui reproduzimos com todo o gosto:

Hoje, dia 15 de Junho de 2017, é o dia do «Corpo de Deus», uma festividade que se perde na noite dos tempos, outrora relevante nas gentes e lugares de Almada e arredores...

O dia do "Corpo de Deus" (ou "Corpus Christi") é uma festividade muito antiga, na qual a Igreja Católica soleniza a instituição do Sacramento da Eucaristia. Comemora-se sempre a uma quinta feira a seguir ao Domingo de Pentecostes, ou seja, a sessenta dias após a Páscoa. 

O "Corpo de Deus" é uma "festa de guarda" que se perde na noite dos tempos, desde os meados da Idade Média, onde os católicos deviam participar, indo à missa, para celebrar o «mistério da Eucaristia, o sacramento do corpo e do sangue de Jesus Cristo». 

Em Portugal, em várias localidades, ainda se realizam procissões e festas religiosas. As ruas chegam a ser decoradas com flores, ou colocados tapetes florais no chão para a procissão passar. Neste dia, há o costume da Igreja celebrar as primeiras comunhões e comunhões solenes de crianças.

Na antiga vila de Almada, a procissão do "Corpo de Deus" era a principal festividade, desde o século XVI, senão antes, A edilidade local tinha a obrigação de apoiar, com despesas, três procissões: a do "Corpo de Deus", a da "Visitação de Nossa Senhora" (a 2 de Julho) e a do "Anjo da Guarda" (no 3.º domingo do mesmo mês).

A procissão do "Corpo de Deus", festividade que, então, recebia maior aparato social, era bem acolhida pela Câmara Municipal de Almada e pelos mestres de várias artes e ofícios da terra. O cortejo religioso e cívico, que saia da Igreja de Santiago, ou da Igreja de Santa Maria do Castelo, chegava a incluir algumas figuras pitorescas e sacras, danças e cenas de autos sacramentais. 

A procissão, que demorava horas a caminhar pelas principais ruas da vila, constituía uma manifestação de fé, um importante evento religioso e social na comunidade do concelho. Neste cortejo, rodeado de alguma magnificência,  à solenidade do "Corpus Christi", incorporavam-se os clérigos das igrejas paroquiais e suas filiais do Termo de Almada, (incluindo os frades dos conventos de várias Ordens Religiosas existentes no concelho), os membros da governança municipal e militar, os mesteirais, as confrarias ou as irmandades, (com destaque para a irmandade do "Santíssimo Sacramento", responsável pela manutenção da lâmpada e do sacrário para a devoção permanente; e para a Santa Casa da Misericórdia de Almada), com as suas bandeiras e pendões. 

No final da procissão, vinha, com pompa e circunstância, o pálio, em cujas varas pegavam os membros da Câmara e da Misericórdia. Sob o pálio, deslocava-se, normalmente, o Prior da Igreja de Santiago, ostentando a custódia com Santíssimo Sacramento. Era quase sempre ladeado pelo Presidente da Câmara, pelo Provedor da Misericórdia e outros altos dignitários da terra. Mais atrás, seguia o povo em devoção. 

Nos meados do século XIX, esta festividade religiosa, em relação à procissão, foi perdendo a sua notoriedade, até à implantação da República, embora nas igrejas continuassem a ser celebradas as missas solenes.


Alexandre M. Flores

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band

















Faz agora 50 anos que o principal álbum dos Beatles foi publicado.

A cultura popular europeia conheceu um salto significativo, e a juventude portuguesa de então, que tem agora menos que 70 anos de idade, foi marcada de forma indelével pela geração que, na Europa Ocidental e na América do Norte, contestou de forma organizada a sociedade estabelecida e, em particular, o militarismo yankee e o colonialismo em África e na Ásia.

A música, a literatura e a poesia dos anos 1960's foram alavancas da reação popular contra a opressão e o conservantismo.

Celebremos aqui este cinquentenário, com toda a convicção.

JAF

terça-feira, 30 de maio de 2017

“Tradição e sabedoria” : Entrar com o pé direito













Significado: Entrar ou começar bem.

Origem: A expressão surgiu no Império Romano e espalhou-se pelo mundo inteiro. Nas festas realizadas na antiga Roma, os convidados eram avisados de que deveriam entrar nos salões com o pé direito – dextro pede. A medida, segundo os Romanos, evitaria o agouro.


Cafés Chave d’Ouro

domingo, 28 de maio de 2017

Lançamento do nº 21 da revista ALDRABA
















É no belo espaço cultural da Fábrica do Braço de Prata que vai ter lugar, na próxima 5ª feira, 1 de junho de 2017, pelas 18.30h, o lançamento do nº 21 da nossa revista, que está já a ser divulgada pelos associados.

O jornalista e nosso amigo José do Carmo Francisco fará a apresentação da revista. Vai estar também presente na sessão o diretor do espaço, Nuno Nabais, que assina um dos artigos publicados.

O espaço da Fábrica do Braço de Prata fica na Rua da Fábrica de Material de Guerra, 1, 1950-128 Lisboa, muito próximo do Largo do Poço do Bispo. Pode-se chegar até lá nos autocarros da Carris das carreiras 728, 718, 755 ou 781, sendo útil a combinação com o Metro na estação de Santa Apolónia (para quem vier de outras zonas da cidade).

Todos os amigos e associados da Aldraba são convidados a estar presentes, e a trazerem outros amigos!

JAF

Sumário da revista

EDITORIAL
Turismo, mercados e globalização
Maria Eugénia Gomes

OPINIÃO
Lisboa, a cultura e Espinosa
Nuno Nabais
Um museu é um coração que nos faz (re)viver
Fernando Fitas

LUGARES DO PATRIMÓNIO
A constelação chamada Douro chama
Shawn Parkhurst
António Salvado: uma referência de enorme
actualidade na museologia portuguesa
Luís Filipe Maçarico
Poética(s) da água
Sónia Tomé
Lojas com história e memórias
João Coelho

ARTES E OFÍCIOS
O polidor de móveis da Calçada das Necessidades
Nuno Roque da Silveira

SONS COM HISTÓRIA
A dança dos sons na paisagem – sinos e chocalhos
Maria Adelaide Furtado

TEATRO POPULAR
Apontamentos sobre o teatro carnavalesco na ilha Terceira
José Nelson Cordeniz

OS AMIGOS E A MEMÓRIA
Até sempre, Maria do Céu!
Órgãos sociais da Aldraba

ESPAÇO DOS ASSOCIADOS
Cinquenta e cinco anos depois, voltei ao cerro do Guizo Pequeno
José Rodrigues Simão
Caça ao coelho no Sino do Diabo
Mateus Dias Campeã

ALDRABA EM MOVIMENTO
Novembro de 2016 a Abril de 2017
Maria Eugénia Gomes

terça-feira, 16 de maio de 2017

Ecos do Encontro da Aldraba em Loures








Opinião unânime de grande satisfação dos 25 participantes do nosso XXXIII Encontro, realizado ao longo do sábado, dia 6 de maio de 2017, entre a Quinta do Conventinho e Bucelas, com passagem pelas Almoinhas, por Santo Antão do Tojal, pelo Grupo Recreativo da Bemposta e pelo Museu da Vinha e do Vinho.

Com a Aldraba no concelho de Loures, em busca da identidade saloia. Visitando patrimónios, escutando sabedorias... 

No Conventinho, contactando com o Museu Municipal e com as preciosidades aí conservadas. Nas Almoinhas (Mealhada), conhecendo o trabalho notável de alunos do Curso de Turismo do IPTRANS, procurando recuperar a antiga Fonte. Em Santo Antão do Tojal, visitando o magnífico complexo arquitetónico. Na Bemposta, em convívio e interação com o dinâmico Grupo Musical e Recreativo, com cujo presidente Francisco Martins e outros ativistas fizemos um rico encontro de partilha de experiências. Por último, no museu etnográfico da vinha em Bucelas, incluindo um centro de interpretação das engenhosas linhas defensivas contra as invasões napoleónicas.

Durante todo o dia, Joaquim Jorge, antropólogo rigoroso, ser humano de exceção, amigo fraterno, acompanhou os participantes do Encontro.

Em nome da Aldraba, a gratidão da Associação do Espaço e Património Popular pelo companheirismo e partilha do seu saber imenso.

JAF (Fotos de Luís Maçarico e de António Brito)